
Paisagem Urbana
João de Almeida Neto
Solidão e exclusão em “Paisagem Urbana” de João de Almeida Neto
A música “Paisagem Urbana”, de João de Almeida Neto, aborda a invisibilidade social dos artistas de rua, usando o gaiteiro cego como símbolo da marginalização e da indiferença nas cidades. O verso “Cego não enxerga os que lhe enxergam / Sem enxergar a dor deste gaiteiro” destaca o contraste entre a cegueira física do personagem e a cegueira emocional das pessoas que passam por ele, mostrando como a sociedade ignora o sofrimento de quem está à margem. Essa cena serve para refletir sobre a solidão e a desconexão humana, temas frequentes na obra nativista do artista.
A letra também faz um paralelo entre o narrador e o gaiteiro, sugerindo que ambos compartilham a dor dos “cantadores”, mas tiveram destinos diferentes: “A minha sorte é que mudou-me a sina”. O narrador reconhece que, enquanto sua música é ouvida, o gaiteiro segue ignorado, com seu “canto pobre” que “nem aos pobres o teu verso contamina”. No final, a canção resume seu significado ao afirmar que a gaita velha e o chapéu vazio do músico representam “a imagem musical do pobrerio”, ou seja, a pobreza e a exclusão social presentes na paisagem urbana. Dessa forma, João de Almeida Neto usa a melancolia para denunciar a indiferença diante do sofrimento alheio e valorizar a resistência dos artistas esquecidos nas cidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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