
Nova trilha
João de Almeida Neto
Pertencimento e esperança em "Nova trilha" de João de Almeida Neto
"Nova trilha", de João de Almeida Neto, aborda a tensão entre o desejo de pertencimento e a experiência do desenraizamento. No verso “Levando o vento no peito / Pelo pampa um dia andei”, o artista expressa uma forte ligação com a terra natal, enquanto “alargando os horizontes / Que eu mesmo redesenhei” mostra a busca por novos caminhos e a necessidade de adaptação diante das mudanças. A canção reflete a trajetória de quem deixa o campo, enfrenta as dificuldades da vida urbana e sente saudade das origens, um tema recorrente na obra de João de Almeida Neto.
Na segunda estrofe, o sentimento de perda e deslocamento se intensifica: “No pasto perdi o rastro / Que o vento norte apagou” simboliza a ruptura com o passado rural e a dificuldade de manter vivas as raízes em meio à cidade. As referências à “fome das vilas” e à “quincha nua das pontes” evidenciam a precariedade e as injustiças sociais enfrentadas por quem migra para o ambiente urbano. Apesar disso, a música traz esperança de retorno e transformação: “Um dia volto à querência / Para cortar sesmarias” e “os direitos sonegados / Virão a sobre partilha” expressam o desejo de justiça social e reconstrução coletiva. Assim, "Nova trilha" se destaca como um canto de resistência, memória e esperança para aqueles que foram afastados de sua terra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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