Pastorinhas
João de Barro
Carnaval e tradição popular em “Pastorinhas” de João de Barro
Em “Pastorinhas”, João de Barro utiliza imagens como “estrela d’alva” e “a lua anda tonta com tamanho esplendor” para criar um cenário que mistura o universo celestial com as tradições populares do carnaval. Essas referências não são apenas enfeites poéticos: elas remetem diretamente aos desfiles das pastorinhas na Vila Isabel durante a noite de Reis, uma tradição folclórica em que grupos encenam a jornada das pastoras até o presépio. Assim, a música conecta o clima mágico e festivo do carnaval à herança cultural brasileira, valorizando elementos do imaginário coletivo.
A letra também traz uma dimensão romântica e popular ao mencionar a “morena da cor de Madalena”. Essa escolha associa a beleza da pastora à figura bíblica de Madalena, que carrega uma imagem ambígua na cultura ocidental, sugerindo uma valorização da sensualidade e da beleza do povo. Versos como “Tu não me sais da lembrança / Meu coração não se cansa / De sempre e sempre te amar” reforçam o tom nostálgico e delicado, típico das marchinhas carnavalescas. A canção celebra tanto a alegria do carnaval quanto a doçura de um amor idealizado, misturando festa, tradição e sentimento de forma acessível e envolvente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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