Cantigas de "A Cigarra e a Formiga"
João de Barro
Reflexão sobre alegria e trabalho em "Cantigas de 'A Cigarra e a Formiga'"
A música "Cantigas de 'A Cigarra e a Formiga'", de João de Barro, propõe uma releitura da famosa fábula ao inverter o julgamento moral tradicional. Em vez de valorizar apenas o trabalho incansável das formigas, a canção destaca a importância da alegria e do prazer de viver, representados pela cigarra. Enquanto as formigas cantam sobre o acúmulo de mantimentos — "1, 2, 3 sacos de farinha / 4, 5, 6 sacos de feijão / Trabalhando / Dona Formiguinha / Vai enchendo aos poucos seu porão" —, a cigarra responde celebrando o presente: "Sou feliz / Cigarra cantadeira / Canto a vida, canto a luz". Essa oposição convida o ouvinte a refletir sobre o equilíbrio entre planejar o futuro e aproveitar o momento.
João de Barro, ao adaptar a fábula, traz uma mensagem mais leve e questionadora sobre o valor do acúmulo material em comparação com a experiência e o prazer de viver. Isso fica evidente quando a cigarra afirma: "De que vale um tesouro / Junto às flores do arrebol? / Quem quiser que junte todo o ouro / Eu prefiro a luz do sol". Nesses versos, o "tesouro" e o "ouro" simbolizam as riquezas materiais, enquanto "a luz do sol" representa as pequenas alegrias do cotidiano. Assim, a música sugere que a felicidade pode estar mais ligada à apreciação da vida do que à busca constante por segurança e bens, trazendo uma atmosfera lúdica e otimista para um tema clássico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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