
As Nêga Endoida
João do Morro
Retrato social e ironia em "As Nêga Endoida" de João do Morro
Em "As Nêga Endoida", João do Morro retrata de forma direta e bem-humorada o ambiente das festas populares do Recife, destacando o uso coletivo de inalantes como o "L.O." (loló). A repetição do verso "as nêga endoida" não só reforça o efeito contagiante dessas substâncias, mas também ironiza como esse comportamento é visto como algo comum em certos contextos. O artista utiliza uma linguagem acessível e descontraída para mostrar como o loló circula entre jovens de diferentes classes, evidenciado nos versos “dá pros boyzinho, dá pras boyzinha”.
A letra descreve explicitamente o consumo e os efeitos do loló, detalhando o modo de uso e a euforia que toma conta da festa, especialmente entre as mulheres, que "endoidam" e se jogam na pista. João do Morro, que se considera um cronista social, documenta esse cotidiano com irreverência, mas também aponta para questões delicadas, como a vulnerabilidade das meninas e a dinâmica de gênero, sugerida em “as menina doidona cai tudo no chão / os menino aproveita e passa logo a mão”. O refrão repetitivo e a atmosfera participativa da música refletem o clima dos shows do artista, onde o público se reconhece nas situações descritas, tornando a canção um retrato crítico e divertido da vida nas periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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