
Ouricuri
João do Vale
Sabedoria sertaneja e natureza em “Ouricuri” de João do Vale
A música “Ouricuri”, de João do Vale, destaca a sabedoria popular do sertanejo ao interpretar sinais da natureza para sobreviver e prosperar no sertão. O artista utiliza exemplos concretos, como “Oricurí madurou / E é sinal, que arapuá já fez mel” e “Catingueira fulorou lá no sertão / Vai cair chuva a granel”, para mostrar como o povo do sertão observa o amadurecimento de frutos e a floração de plantas para prever chuvas e períodos de fartura. Esses conhecimentos, passados de geração em geração, são fundamentais para quem vive em uma região onde a relação com a terra e os ciclos naturais é determinante para a sobrevivência.
Além das plantas, João do Vale menciona o comportamento de animais, como andorinhas, gaviões e galos, que também servem como indicadores de mudanças no clima ou até de acontecimentos sociais, como em “Se o galo cantar fora de hora / É mulher dando fora, pode crer”. A música valoriza essa inteligência prática, ressaltando que “São segredos / Que o sertanejo sabe / E não teve o prazer / De aprender ler”, reconhecendo a importância do conhecimento adquirido pela experiência e observação, em contraste com o saber acadêmico. “Ouricuri” é, assim, uma homenagem à cultura do sertão e à resiliência do povo nordestino, que transforma a convivência com a natureza em fonte de aprendizado e sobrevivência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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