
Dublê de Vaqueiro
João Gomes
Autenticidade e crítica social em “Dublê de Vaqueiro”
“Dublê de Vaqueiro”, de João Gomes, aborda de forma direta e irônica a diferença entre quem apenas finge ser vaqueiro e quem realmente vive a rotina dura e corajosa dessa profissão. O termo “dublê de vaqueiro” é usado para criticar aqueles que compram botas, cavalos e alugam caminhões, mas nunca foram vistos “derrubando o gado” – ou seja, não participam do trabalho pesado e tradicional do vaqueiro sertanejo. Esse tema ganha ainda mais força em Serrita, Pernambuco, conhecida como a “Capital do Vaqueiro”, onde a autenticidade é valorizada e quem só ostenta a aparência não conquista respeito.
A letra utiliza metáforas simples, como “entrar na boiada sem medo e pra trancar nos dedos tem que ser testado”, para mostrar que ser vaqueiro exige coragem e experiência, não apenas aparência ou status. O “roteiro do homem do mato” representa a rotina difícil do vaqueiro verdadeiro, em contraste com quem busca apenas reconhecimento superficial. O tom descontraído e brincalhão, especialmente no final, com menções a amigos e risadas, reforça que, no sertão, respeito se conquista pela vivência. Assim, a música valoriza a tradição nordestina e satiriza quem tenta se apropriar dessa identidade sem ter passado pelas experiências que ela exige.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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