
É Amor
João Gomes
Entrega e dependência afetiva em “É Amor”, de João Gomes
Em “É Amor”, João Gomes assume um amor sem disfarces. A frase “Que eu toco tudo que vier” tem duplo sentido: promessa de aguentar o que vier na relação e eco do ofício do cantor, um músico que “toca” de tudo. Ao repetir “Desculpa, mas não domino o meu coração”, ele transforma a falta de controle emocional em explicação e pedido de perdão. O eu lírico aceita as condições — “Por mim, pode fazer o que quiser” —, implora para não ser deixado — “Me deixe, não” — e reafirma a entrega: “Só não esqueça que é seu o meu coração”. Essa metáfora de posse expõe dependência afetiva, reforçada pela confissão de fracasso na tentativa de se afastar: “Já tentei te esquecer”.
A narrativa é direta: um apaixonado pede que a pessoa amada não vá embora, garantindo suportar as dificuldades porque “é amor”. O refrão repetido — “É amor, amor, amor.../Amor, não me deixe, não” — funciona como mantra típico do piseiro/forró, intensificando o apelo e fixando a emoção no ouvinte. Esse modo de viver e cantar o sentimento combina com a trajetória de João Gomes, cuja obra gira em torno de amores e separações; não à toa, em 2023 ele apareceu “sofrendo de amor” ao dedicar “Amado”, de Vanessa da Mata, à ex-namorada. Mesmo sem ligação com um episódio específico, a letra espelha como ele expõe experiências pessoais: entre a beleza da entrega e o risco da dependência, o pedido se sustenta na convicção de que não há como controlar o coração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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