exibições de letras 2.839

No Tempo da Escravidão

João Grilo (Capoeira)

Racismo estrutural e resistência em "No Tempo da Escravidão"

A música "No Tempo da Escravidão" de João Grilo (Capoeira) aborda de forma direta como as consequências da escravidão ainda estão presentes na sociedade brasileira. O verso “a escravidão continua até hoje, até sempre” deixa claro que, mesmo após o fim formal da escravidão, o racismo e a desigualdade seguem vivos, mostrando que a luta do povo negro por liberdade e dignidade ainda não terminou. A escolha da capoeira como elemento central reforça essa mensagem, já que a capoeira surgiu como uma forma de resistência dos escravizados e, até hoje, carrega esse papel de denúncia e preservação da memória histórica.

A letra detalha o sofrimento dos africanos capturados, a violência dos navios negreiros e a desumanização nas fazendas, como em “Era doutor, era jovem, até a dor de uma criança / Muito longe da família, o nego sofria muito”. Ao citar que até pessoas instruídas e crianças foram escravizadas, a música evidencia a brutalidade e o alcance do sistema escravocrata. O refrão “Liberdade não tem, ainda tô a procurar” expressa a busca contínua por justiça e igualdade, mostrando que a liberdade plena ainda não foi conquistada. Ao afirmar “Preto é escravizado / Ser quem é e o que merecemos por ser quem somos”, João Grilo denuncia o racismo estrutural, ressaltando que a opressão não ficou no passado, mas ainda faz parte da realidade da população negra.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de João Grilo (Capoeira) e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção