
No Tempo da Escravidão
João Grilo (Capoeira)
Racismo estrutural e resistência em "No Tempo da Escravidão"
A música "No Tempo da Escravidão" de João Grilo (Capoeira) aborda de forma direta como as consequências da escravidão ainda estão presentes na sociedade brasileira. O verso “a escravidão continua até hoje, até sempre” deixa claro que, mesmo após o fim formal da escravidão, o racismo e a desigualdade seguem vivos, mostrando que a luta do povo negro por liberdade e dignidade ainda não terminou. A escolha da capoeira como elemento central reforça essa mensagem, já que a capoeira surgiu como uma forma de resistência dos escravizados e, até hoje, carrega esse papel de denúncia e preservação da memória histórica.
A letra detalha o sofrimento dos africanos capturados, a violência dos navios negreiros e a desumanização nas fazendas, como em “Era doutor, era jovem, até a dor de uma criança / Muito longe da família, o nego sofria muito”. Ao citar que até pessoas instruídas e crianças foram escravizadas, a música evidencia a brutalidade e o alcance do sistema escravocrata. O refrão “Liberdade não tem, ainda tô a procurar” expressa a busca contínua por justiça e igualdade, mostrando que a liberdade plena ainda não foi conquistada. Ao afirmar “Preto é escravizado / Ser quem é e o que merecemos por ser quem somos”, João Grilo denuncia o racismo estrutural, ressaltando que a opressão não ficou no passado, mas ainda faz parte da realidade da população negra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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