Conflito familiar e tragédia no sertão em “Ira”
A música “Ira”, de João Márcio e Fabiano, aborda de forma direta como o ciúme e a disputa por amor podem destruir até mesmo os laços mais profundos, como o de pai e filho. O personagem central, João Otávio, é um homem respeitado no sertão que, movido por uma paixão cega e pelo desejo de preservar sua honra, acaba cometendo um crime. O contexto sertanejo é fundamental para entender a tragédia: valores como defesa do território e honra são levados ao extremo, e a “ira” do título representa um sentimento que domina e destrói.
A letra constrói a tensão entre pai e filho, Chico Brasa, que sonha em deixar o sertão, enquanto o pai permanece rígido: “Seu pai dizia em sua ira / Desse sertão ninguém me tira”. A chegada de uma mulher, descrita de forma quase mítica, intensifica o conflito, transformando pai e filho em rivais. O verso “essa mulher ninguém me tira” mostra como ambos são consumidos por um sentimento possessivo que ultrapassa o amor e vira obsessão. O desfecho trágico, com o duplo homicídio, é apresentado de maneira direta, e a música destaca o peso da culpa: “Consciência é feito terra / Que não se pode plantar”. Assim, “Ira” vai além de uma simples narrativa de violência, retratando o sertanejo marcado pelo medo, dúvida e solidão, e mostrando que todos saem feridos quando a ira domina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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