
Lendas da Mata
João Martins
Folclore e espiritualidade em “Lendas da Mata” de João Martins
Em “Lendas da Mata”, João Martins explora como o folclore e o sobrenatural fazem parte do cotidiano rural brasileiro. O verso repetido “O saci rodopiou, ventania na palhoça, sinhazinha bambeou, deu mironga lá na roça” destaca a presença travessa do Saci e mostra como elementos mágicos e lendas se misturam à vida simples do campo. O termo “mironga” reforça a influência afro-brasileira, remetendo a feitiços e práticas de magia comuns nas tradições populares, conectando o mundo visível ao invisível.
A canção valoriza o patrimônio cultural ao reunir personagens como o Saci e o lobisomem — sugerido pelo “uivar da meia noite” e a “bala de prata” —, além de mencionar a “pajelança”, ritual indígena de cura. A referência a “Ôxosse”, orixá caçador, ressalta a força espiritual da mata e a fusão de influências indígenas e africanas. Ao afirmar “são coisas que o olho não vê e que a alma pode enxergar”, a letra convida o ouvinte a respeitar e se encantar com o mistério e a fé presentes nas crenças do interior. Assim, João Martins mostra que essas lendas são parte viva da identidade e da espiritualidade do povo brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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