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Recordação de Boiadeiro

João Mendes e Patriarca

Letra

    Cadê a nossa boiada
    E o grito dos boiadeiros
    Na estrada não se vê mais
    O rastro dos pantaneiros

    Boiada em cima do carro
    O carro em cima do chão
    Agora não tem poeira
    Só fumaça e poluição

    Morava pelas estradas
    A cama era sua rede
    No rancho fazia pousada
    Depois de matar a sede

    Você já foi um gigante
    O povo não escuta mais
    O toque do seu berrante
    E o berro dos marruais

    Sou um boiadeiro triste
    Que perdeu a profissão
    Berrante está abandonado
    No prego está o facão

    A traia está pendurada
    Lá debaixo do porão
    Eu trago marcas no corpo
    Desta lida de peão

    Já comi muita poeira
    E toquei muita boiada
    Hoje eu não vejo mais
    Comitiva nas estradas

    Só me resta a tristeza
    De hoje não ver mais nada
    A saudade no meu peito
    Vive dando ferroada

    Não se vê mais boiadeiro
    Acabou a profissão
    Lugar que passava boi
    Hoje passa o caminhão

    Quando escuto um berrante
    Machuca meu coração
    Não existe mais poeira
    O piche cobriu o chão

    Composição: Agenor B. Vilas Boas / João Mendes. Essa informação está errada? Nos avise.

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