
A Viola E A Caneta
João Mulato e Douradinho
Crítica social e ambiental em “A Viola E A Caneta”
"A Viola E A Caneta", de João Mulato e Douradinho, destaca-se por unir a linguagem simples da moda de viola a uma crítica social e ambiental direta. Logo no início, a dupla denuncia a poluição dos rios e o desmatamento: “Por que estão poluindo o nosso rio e cascata. E pra judiar da terra tem machado e moto serra. Destruindo nossa mata”. Esses versos refletem a preocupação ambiental recorrente na obra de João Mulato, aproximando a mensagem do público ao usar imagens do cotidiano rural.
A música também aborda a desigualdade social, questionando como um país tão rico em recursos naturais pode conviver com tanta pobreza: “Por que então tanta pobreza num país que tem riqueza. Muito ouro e muita prata”. A crítica se intensifica ao apontar que “Aqui só ganha dinheiro essa turma da gravata”, evidenciando a concentração de renda e o distanciamento da elite em relação ao povo. Ao afirmar “Com a viola e caneta boto a boca na corneta. Pra acabar com essa mamata”, os autores reforçam o papel da música como ferramenta de denúncia e resistência, mantendo viva a tradição da moda de viola enquanto dão voz às lutas sociais e ambientais do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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