
Meu Reino Encantado
João Mulato e Douradinho
Memória e saudade no campo em “Meu Reino Encantado”
“Meu Reino Encantado”, de João Mulato e Douradinho, retrata de forma sensível a ligação profunda entre o homem do campo e suas raízes. A música transforma elementos simples do cotidiano rural, como o forno de lenha, o pomar e o carro de boi, em símbolos de pertencimento e felicidade. O chamado "reino encantado" não é um lugar imaginário, mas sim o lar construído com a família e as pequenas alegrias do dia a dia.
A letra descreve cenas da infância e juventude no sítio, destacando a convivência com pais e irmãos e o valor das rotinas simples, como “debulhar o milho e jogar no chão para as galinhas” ou “abrir as porteiras para o pai passar com o carro de boi”. Essas imagens reforçam que a felicidade estava nas tarefas compartilhadas e no contato com a natureza. O contraste aparece quando a família é forçada a vender a propriedade para um “grande criador de gado” e se mudar para a cidade, mostrando a transformação do campo tradicional em pastagens comerciais e a perda do modo de vida rural. O verso “a lavoura virou colonião e acabou-se meu reino encantado” resume essa ruptura. No final, referências à “tapera velha”, à “figueira acenando” e ao “velho carro de boi” mostram que, apesar das mudanças, a saudade e as lembranças continuam vivas, marcando para sempre quem viveu aquele passado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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