
Bares da Cidade
João Nogueira
A boemia carioca e a solidão em “Bares da Cidade”
Em “Bares da Cidade”, João Nogueira faz mais do que narrar um desabafo amoroso: ele constrói um retrato afetivo da boemia do Rio de Janeiro entre as décadas de 1960 e 1980. Ao citar bares tradicionais como Lamas, Capela, Bar Luiz e Amarelinho, a música transforma a cidade em um mapa emocional, onde cada bar representa um refúgio para a dor e um espaço de pertencimento à vida noturna carioca.
A letra deixa clara a melancolia de quem busca consolo após um amor frustrado: “A minha vida boêmia de bar em bar / É o meu amor sem paz / Por um amor vulgar / Que me abandonou”. O termo “amor vulgar” indica um relacionamento que, mesmo sem ser idealizado, deixou marcas profundas, levando o personagem a vagar sem rumo, tentando “acalmar as tristezas por onde eu passar”. Caminhar e cantar pelas ruas e bares é, ao mesmo tempo, uma forma de anestesiar a saudade e celebrar a cultura boêmia, onde a noite e a cidade se tornam cúmplices da solidão. O percurso citado na letra reforça a ideia de que a cidade é cenário e testemunha das dores e pequenas alegrias de quem encontra nos bares um sentido para seguir em frente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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