Tragédia familiar e orgulho em "Ira" de João Pedro e Cristiano
A música "Ira", de João Pedro e Cristiano, aborda de forma direta o impacto destrutivo do orgulho e do sentimento de posse nas relações familiares. O enredo gira em torno do conflito entre pai e filho, João Otávio e Chico Brasa, que se apaixonam pela mesma mulher. Esse triângulo amoroso transforma o afeto em rivalidade, levando a uma escalada de tensão e violência. O contraste entre gerações é evidente: Chico Brasa deseja deixar o sertão em busca de novos caminhos, enquanto João Otávio permanece preso à terra e às tradições, como mostra o verso: “Seu pai dizia em sua ira / Desse sertão ninguém me tira”.
O sertão, mais do que cenário, simboliza o destino e as limitações impostas pelo orgulho e pela tradição. A "ira" do título representa a força que impulsiona João Otávio a cometer um crime motivado pelo ciúme e pela incapacidade de aceitar a escolha do filho. O desfecho trágico, com a morte do filho e da moça, evidencia as consequências irreversíveis de decisões tomadas sob forte emoção. A última estrofe, “Consciência é feito terra / Que não se pode plantar”, destaca o peso da culpa, mostrando que, após o erro, resta apenas a consciência, impossível de ser transformada. Assim, a música reflete sobre temas universais como família, destino, culpa e as marcas profundas deixadas por decisões impensadas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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