Se Um Dia Eu Deixar de Ser Vaqueiro
Joãozinho Aboiador
Identidade e resistência no sertão em “Se Um Dia Eu Deixar de Ser Vaqueiro”
A música “Se Um Dia Eu Deixar de Ser Vaqueiro”, de Joãozinho Aboiador, expressa de forma clara e nostálgica a profunda ligação entre o vaqueiro e o sertão nordestino. A letra destaca como objetos e práticas do cotidiano, como “perneiras, chapéu, gibão, espora, chicote e facão”, se tornam símbolos de pertencimento e orgulho. Esses elementos mostram que ser vaqueiro vai além de uma profissão: é uma escolha de vida, marcada por valores e uma forte conexão afetiva com a terra. O refrão repetido, “Se um dia eu deixar de ser vaqueiro / Vou chorar com saudade da boiada”, reforça esse apego, indicando que abandonar essa vida seria como perder parte da própria identidade.
Joãozinho Aboiador, reconhecido como referência no aboio e na vaquejada, utiliza a música para valorizar a cultura nordestina. Ao mencionar atividades como “laçar touro bravo na caatinga”, “comer carne de bode e tomar pinga” e “dançar xote baião e correr prado”, a letra celebra não só o trabalho, mas também as festas, a culinária e os costumes do sertão. O trecho “Eu não quero mudar meu ideal / Pra dizer que eu sou capitalista / Vou seguir minha vida de artista / Só não quero negar meu natural” deixa clara a recusa em abandonar as raízes rurais em troca de um estilo de vida urbano. Assim, a música se apresenta como um manifesto de resistência cultural e orgulho regional, onde cada detalhe do cotidiano do vaqueiro é motivo de saudade e celebração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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