A Delicada
Joca Martins e Ita Cunha
A valorização da delicadeza na milonga em “A Delicada”
A música “A Delicada”, de Joca Martins e Ita Cunha, questiona a ideia de que a milonga contemporânea teria perdido sua força por se tornar mais "delicada". Em vez de rejeitar essa característica, a letra a valoriza, mostrando que a suavidade também faz parte da tradição gaúcha. Ao trazer imagens como “a vertente no fundo de uma invernada” e “um pé da laranja guaxa que adoça a volta de estrada”, a canção destaca detalhes do cotidiano rural, ressaltando que a essência da cultura gaúcha está tanto nos grandes feitos quanto nos pequenos gestos e paisagens simples.
A letra responde diretamente às críticas tradicionais, como em “não durmo sobre os arreio / e nem grito campo a fora” e “não afio espora”, para afirmar que a milonga não precisa se limitar a exaltar bravuras para ser autêntica. Ela pode ser “a melodia que eu ouço na sanga rasa” ou “a graça da moça pobre com roupa de andar em casa”, mostrando que a delicadeza é parte fundamental da identidade sulista. O verso final, “Igual milonga do sul / Delicada e violenta”, resume essa dualidade: a tradição pode ser forte e sensível ao mesmo tempo, e é justamente essa mistura que mantém viva a cultura da milonga.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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