
Entardecer
Joca Martins
Solidão e paisagem no entardecer de “Entardecer”
A música “Entardecer”, de Joca Martins, retrata a solidão do homem do campo em meio à beleza melancólica do pampa gaúcho. O verso “um matiz caboclo pinta o céu de vinho” destaca o espetáculo visual do entardecer, enquanto a frase “pra morar sozinho todo o pago é pouco” mostra que, mesmo diante da vastidão do campo, o sentimento de solidão persiste. Essas imagens são características da poesia nativista do sul do Brasil, reforçando a conexão entre o ambiente natural e o estado emocional do personagem.
O refrão “Amada, por viver sozinho não me apego a nada” reforça o desapego e a resignação típicos da vida solitária no campo. O minuano, vento marcante da região, aparece em “O minuano rincha nas estradas rubras”, trazendo movimento ao cenário, mas também acentuando o isolamento. No trecho “um matiz de chumbo predomina agora, vem chegando a hora de encontrar meu rumo”, a chegada da noite simboliza o fim de um ciclo e a busca por um novo sentido. O olhar “lobuno” da amada sugere uma presença distante, talvez um amor perdido ou idealizado, que permanece apenas na lembrança. Assim, a música equilibra contemplação da natureza, saudade e aceitação da solidão, traduzindo de forma direta a experiência do entardecer no pampa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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