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Filho do Vento

Joca

Identidade e ancestralidade em "Filho do Vento" de Joca

Em "Filho do Vento", Joca constrói uma narrativa marcada pela busca de identidade e pela valorização das raízes afro-brasileiras. O título já indica essa fluidez, associando o vento à liberdade e ao movimento, enquanto o verso “É que eu sou filho do vento / E da chaga que seca no olhar do menino” une a ideia de deslocamento à dor herdada, mostrando que sua trajetória pessoal está profundamente ligada à história e à cultura de seus ancestrais. Elementos como a “prece que ouvi dos antigos” e a saudade da avó reforçam a importância da oralidade e da transmissão de saberes familiares, aspectos centrais nas tradições afro-brasileiras.

A música também reflete sobre o tempo e as escolhas, como em “Agora tudo em que eu penso / É nas chances que tenho / Ao invés das que eu teria tido”, onde Joca demonstra uma postura de valorização do presente, sem se prender ao passado. O trecho “Vou no terreiro pra soltar minha voz” destaca a relevância dos espaços de resistência e celebração da cultura negra, enquanto “Bença mãe, peço a bença vovó” evidencia o respeito às figuras maternas e à ancestralidade. Ao alternar entre lembranças de dificuldades e superação, como em “Pensa mãe, já passamo a pior / Aprendendo a ser mais veloz”, Joca transforma a memória e a dor em força, transmitindo uma mensagem de resiliência e esperança.

Composição: Joca / Lucas Maciel / Marcelo de Lamare. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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