
Onda
Joca
Reflexões sobre identidade e pertencimento em “Onda”
A música “Onda”, de Joca, destaca-se por transformar situações do dia a dia, como o barulho de moto e o trânsito, em símbolos de uma busca interna por sentido e pertencimento. O verso “Quando eu mergulhei não era o mesmo eu / Quando eu voltei lá não era o mesmo rio” faz referência direta à ideia de transformação constante, inspirada no conceito filosófico de que tudo está em fluxo e nada permanece igual, nem mesmo quem vivencia as experiências. Essa metáfora reforça o tema central da música: a jornada de autoconhecimento, em que cada vivência, por mais simples, contribui para a construção de uma nova identidade.
A colaboração entre Joca, Luana Karoo, Marcelo De Lamare, C-AFROBRASIL e Reurbana amplia a riqueza cultural da faixa, trazendo diferentes perspectivas e experiências para a letra. Trechos como “Essas orações são pra me sentir vivo” e “Quando eu não escrevo é porque eu tô vivendo” mostram a tensão entre introspecção e ação, sugerindo que o processo criativo é também uma forma de lidar com as emoções. A música aborda ainda a sensação de deslocamento e a busca por pertencimento, como em “Passaporte eu tenho, só me falta a casa” e “Não há museu do mundo como a casa da vó”, onde a casa da avó representa um lugar de memória afetiva e identidade. Ao longo da letra, a alternância entre nostalgia, desejo de mudança e aceitação das próprias falhas constrói um retrato honesto das incertezas e esperanças de quem está em constante transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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