
O Rapé
Joelho de Porco
Humor e crítica urbana em “O Rapé” do Joelho de Porco
A música “O Rapé”, do Joelho de Porco, usa o humor irônico para abordar um problema urbano: a poluição das cidades. O protagonista da canção recorre ao rapé, um pó de tabaco inalado que era comum em séculos passados, como uma solução inusitada para lidar com a poeira e a poluição que, segundo ele, “não está dando pé” – ou seja, está insuportável. A letra faz graça ao transformar o incômodo da poluição em motivo de piada, especialmente ao associar o uso do rapé aos espirros, como no refrão repetitivo “atchim! atchim! atchim!”. Essa escolha reforça o contraste entre práticas antigas e problemas modernos, mostrando como até soluções excêntricas podem parecer razoáveis diante de situações extremas.
Lançada em 1978, a música reflete o estilo irreverente do Joelho de Porco, conhecido por misturar gêneros e fazer sátiras sociais. O grupo antecipou o espírito debochado do punk brasileiro, e a apresentação de “O Rapé” no programa “Os Trapalhões” evidencia o tom cômico e a despreocupação com o politicamente correto da época. O uso do rapé, um “certo pó”, é tratado de forma leve e divertida, mesmo em um programa infantil, o que hoje seria visto de outra forma. Assim, a canção brinca com a ideia de que, diante da poluição crescente, até costumes considerados antiquados podem ganhar novo sentido, sempre com uma abordagem descontraída e satírica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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