No Coração Das Ilheiras
Jorge Abreu
Tradição e ancestralidade em “No Coração Das Ilheiras”
Em “No Coração Das Ilheiras”, Jorge Abreu faz uma homenagem clara às raízes indígenas e à cultura do sul do Brasil. Logo no início, ao citar a “índia charrua”, ele destaca a importância dos povos originários, especialmente os Charrua, que marcaram a história da região. Termos como “pampa gaviona” e “cordeona gaucha” situam a música nas planícies do Rio Grande do Sul e valorizam elementos culturais típicos, como o acordeão (cordeona) e o chamamé, ritmo tradicional que traz à tona a nostalgia e o acolhimento característicos do sul.
A letra cria um clima de aconchego e saudade, principalmente ao descrever a noite que “se emponcha” sobre a paisagem, remetendo ao poncho usado no frio gaúcho. Ao dedicar versos à “minha flor colorada” e à “índia charrua”, Abreu reforça o elo afetivo com a terra e as pessoas. O chamamé aparece como ponte entre passado e presente, campo e rio, mantendo vivas as memórias e sentimentos: “Pra não te esquecer / Ouvindo meu chamame a lua por querendona / Traz um brilho de prata, pra verdulera chorona”. A lua e a “verdulera chorona” (acordeão que chora) intensificam o tom nostálgico, enquanto a menção às “almas dos índios guerreiros” que “vem bailar no acalanto” sugere uma celebração espiritual das tradições, conectando música, natureza e ancestralidade de forma sensível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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