
Coisa de Pele
Jorge Aragão
A força coletiva e ancestral do samba em “Coisa de Pele”
Em “Coisa de Pele”, Jorge Aragão destaca o samba como uma herança profunda, transmitida quase de forma instintiva. A expressão “coisa de pele” sugere que o samba é sentido antes mesmo de ser compreendido racionalmente, algo que faz parte da identidade de quem o vive. Quando a letra diz “não dá pra fugir dessa coisa de pele, sentida por nós, desatando os nós”, fica claro que o samba é uma força que une, cura e liberta, especialmente para quem compartilha dessa vivência cultural. A referência a “Palmares” reforça o elo com a resistência negra e a luta por liberdade, mostrando que o samba carrega a memória e o orgulho de um povo que transformou sofrimento em arte e celebração.
A música também valoriza a cultura popular ao afirmar que “nem tudo que é bom vem de fora”, celebrando a autenticidade do que é produzido no Brasil. Os instrumentos mencionados, como tantãs e banjo, são símbolos dessa tradição, e a canção destaca seu papel na expressão das emoções coletivas: “o banjo liberta da garganta do povo as suas emoções”. Ao repetir “é o povo quem produz o show e assina a direção”, a letra reforça que o samba é uma construção coletiva, feita pelo povo e para o povo. Assim, “Coisa de Pele” se consolida como um hino de valorização da identidade afro-brasileira, da resistência cultural e da alegria compartilhada nas rodas de samba.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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