
E Lá Vou Eu (Mensageiro)
Jorge Aragão
Superação e orgulho no samba em “E Lá Vou Eu (Mensageiro)”
“E Lá Vou Eu (Mensageiro)”, de Jorge Aragão, retrata a trajetória do samba, que passou de manifestação marginalizada a símbolo de orgulho nacional. A música faz referência ao passado em que sambistas eram perseguidos pela polícia, como no verso “do tempo que quem fazia corria do camburão”. Esse contexto histórico é fundamental para entender a transformação celebrada na canção. O trecho “Hoje não corre não / Hoje o samba é decente” destaca a conquista de respeito e espaço pelo samba, que deixou de ser criminalizado e hoje é reconhecido como patrimônio cultural, especialmente durante o Carnaval. Não por acaso, a música se tornou trilha das vinhetas do Carnaval da TV Globo desde 1991, reforçando seu papel na cultura popular.
A letra também ressalta a força coletiva do samba como voz do povo. Ao dizer “Força nenhuma cala / A voz da multidão”, Jorge Aragão mostra que o samba é uma forma de resistência e expressão das lutas e esperanças do povo brasileiro. Ao se autodenominar “mensageiro” e afirmar que seu “samba guerreiro” é “fiel mensageiro da população”, o artista reforça o papel do samba como canal de comunicação das experiências populares. O tom confiante da canção celebra a superação das adversidades e a importância do samba como símbolo de resistência, perseverança e orgulho cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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