
Guerra e Paz
Jorge Aragão
Contrastes emocionais e reconciliação em “Guerra e Paz”
“Guerra e Paz”, de Jorge Aragão, aborda a dualidade dos relacionamentos, mostrando como momentos de conflito e harmonia se alternam na vida a dois. O título já antecipa esse contraste, que aparece de forma clara no verso “Guerra e paz e seu olhar mostrou / Algo mais que a gente sepultou”. Aqui, o artista sugere que sentimentos antigos, mesmo aparentemente superados, podem ressurgir e reacender tanto tensões quanto a esperança de reconciliação. A menção à “cerveja para dois” reforça a intimidade e o desejo de reaproximação, enquanto o olhar do outro indica a possibilidade de um novo começo, ainda que permeado por dúvidas e lembranças não resolvidas.
A letra também utiliza metáforas matemáticas e de aventura para ilustrar a complexidade das emoções envolvidas: “Somei apego com chamego e subtraí / Da noite pouca, ânsia louca e não dividi”. Aragão mostra que o envolvimento amoroso é feito de ganhos e perdas, de entrega e retenção, nem sempre equilibrados. O abraço e o beijo, descritos como “forte laço que me sufocou” e “um desejo, mas me devorou”, revelam a intensidade do desejo e o risco de se perder no outro. O convite ao leito e a referência à “velha prova, velha cova que me engoliu” evidenciam a repetição de padrões e a sensação de que o ciclo de guerra e paz é constante. O final, com “Bem, está tudo bem”, expressa uma aceitação madura das imperfeições do amor, reconhecendo que a convivência é feita desses altos e baixos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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