
Xica da Silva
Jorge Ben Jor
Ascensão e resistência em “Xica da Silva” de Jorge Ben Jor
A música “Xica da Silva”, de Jorge Ben Jor, retrata de forma marcante a trajetória de uma mulher negra que rompeu barreiras no Brasil colonial. Ao repetir “a Negra!”, a canção destaca a identidade racial de Xica e celebra sua conquista de respeito, riqueza e poder em uma sociedade profundamente racista e escravocrata. O verso “de escrava à amante / mulher do fidalgo tratador João Fernandes” resume a transformação radical de Xica, que saiu da condição de escravizada para se tornar uma figura influente, causando desconforto entre a elite branca de Diamantina.
A letra detalha o luxo e a influência de Xica, mencionando sua casa sofisticada, “um castelo... de arquitetura sólida e requintada”, e presentes extravagantes como “uma luxuosa galera”. Esses elementos mostram como ela desafiou as normas sociais, tornando-se “a imperatriz do Tijuco” e “a dona de Diamantina”. O uso de perucas coloridas, joias e roupas vindas de várias partes do mundo simboliza não só sua riqueza, mas também sua ousadia em adotar costumes da elite europeia, o que a tornava “muito rica e invejada, temida e odiada”. Ao misturar samba e funk com referências ao passado colonial, Jorge Ben Jor transforma a história de Xica da Silva em um símbolo de empoderamento e resistência, mostrando como ela quebrou barreiras sociais e se tornou uma figura admirada e temida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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