
As Rosas Eram Todas Amarelas
Jorge Ben Jor
Segredos e revelações em “As Rosas Eram Todas Amarelas”
Em “As Rosas Eram Todas Amarelas”, Jorge Ben Jor utiliza personagens como “o adolescente”, “o ofendido”, “o jogador” e “o ladrão honrado” para construir uma narrativa inspirada em obras de Dostoiévski. Cada figura representa aspectos distintos da experiência humana, como inocência, humilhação, vício e moralidade ambígua. Essa escolha não é casual: ela reforça a ideia de que todos carregam segredos e dilemas internos, refletindo a complexidade das relações humanas.
O verso “todos sabiam mas ninguém falava / esperando a hora de dizer sorrindo / que as rosas eram todas amarelas” sugere uma verdade conhecida, mas mantida em segredo até o momento certo de ser revelada. A cor amarela das rosas, diferente do esperado vermelho, simboliza o inusitado e a existência de uma realidade oculta. A referência ao “livro de um poeta da mitologia contemporânea” remete a Rainer Maria Rilke, famoso por suas reflexões sobre o tempo certo de se expressar. O trecho “basta eu saber que poderei viver sem escrever mas / com o direito de fazer quando quiser” destaca a liberdade criativa e o direito de escolher quando revelar sentimentos ou verdades. O tom descontraído e enigmático da música cria uma cumplicidade entre personagens e ouvintes, tornando a revelação final – “as rosas eram todas amarelas” – um momento de autenticidade e celebração da coragem de ser verdadeiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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