
Azeitona e Cia (Unidos da Tijuca 2021)
Jorge Machado
Mawé, Mauris, Maraguá
Mistério Tupy, cultura milenar
Na luz de Tupana, nas águas de Andirá
O Sol ilumina a lenda do guaraná
Floresta encantada, energia vital
Nusokén, paraíso ancestral
Folha sagrada, linda guardiã
Divina flor do jardim de Monã
A flecha rasteira, da inveja e poder
Expulsa num golpe Anhyã-Muassawê
No ventre da mata, a esperança
O fruto proibido seduz a criança
Adeus Kurumin, a natureza chora
Yurupari surgiu, a paz foi embora
Cobra gigante, envenena o amor
Nas gotas do orvalho retintas de dor
As lágrimas beijam os olhos de Kauê
Pro verdadeiro waranã nascer
Papagaio falante Mawé
No olhar do pavão eu vi brilhar
Lagarta de fogo, sateré
Karaxué vem anunciar, na tribo Tijuca
É o ritual da tucandeira ao luar
No céu da aldeia a fumaça, no chão a madeira
Queima ao passar da boiada, a nossa bandeira
Sou índio, sou forte, pele vermelha
Essência guerreira, reexistência!
Okê Arô! Vem de lá ibejada!
Okê Arô! Hoje têm guaraná!
Canta Borel no poder do porantim
Tijuca vence o mal pro amor reinar em mim
(Tijuca vence o mal pro amor reinar enfim)



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