
Urge Dracon
Jorge Mautner
Crítica ao autoritarismo e à brasilidade em “Urge Dracon”
A música “Urge Dracon”, de Jorge Mautner, faz uma crítica direta à tentação de recorrer a soluções autoritárias diante do caos ou da corrupção. O título faz referência ao legislador Drácon, conhecido por suas leis extremamente severas, sugerindo que apenas medidas drásticas poderiam "purificar" a sociedade. Mautner ironiza o poder e a pompa de figuras históricas e atuais ao usar títulos como “Magnificus, supremus, augustus” e “Professor, diktator, imperator”, misturando referências ao Império Romano e a regimes totalitários para questionar a busca por líderes messiânicos e soluções simplistas.
A canção também destaca o sincretismo cultural brasileiro. A saudação “Evoé colofé” une elementos do dionisíaco e do candomblé, mostrando que a resposta à crise não está apenas na rigidez, mas também na celebração da diversidade. O verso “Ou o mundo se brasilifica ou vira nazista” é central, contrapondo a miscigenação e pluralidade do Brasil à ameaça de ideologias extremistas e excludentes. Ao homenagear procuradores da República, Mautner reconhece a importância da justiça, mas alerta para o risco de soluções autoritárias. Ao citar “Jesus de nazaré e os tambores do candomblé”, ele defende a convivência entre diferentes tradições religiosas e culturais, apresentando a identidade brasileira, marcada pela mistura, como antídoto ao autoritarismo. “Urge Dracon” é, assim, um chamado à vigilância ética e à valorização da brasilidade diante dos perigos do extremismo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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