
Encantador de Serpentes
Jorge Mautner
Sedução e ironia em “Encantador de Serpentes” de Jorge Mautner
A música “Encantador de Serpentes”, de Jorge Mautner, utiliza a figura do encantador indiano para discutir temas como sedução, influência e a dificuldade de controlar aquilo que é, por essência, indomável. O verso “Sobe cobra, a cobra tem que subir / Sobe cobra, mas ela não quer subir” mostra de forma clara o jogo entre expectativa e frustração, ilustrando que nem sempre o esforço para persuadir alguém ou algo resulta no efeito desejado.
O contexto dos encantadores de serpentes, em que o movimento da flauta — e não o som — atrai a cobra, reforça a ideia de que o controle é, muitas vezes, uma ilusão. Quando Mautner canta “Por isso eu toco essa guitarra e tento conseguir / Um jeito, uma manobra de fazer subir a cobra”, ele faz um paralelo entre o músico e o encantador, sugerindo que tanto a arte quanto as relações humanas dependem de tentativas, truques e improvisos para conquistar ou influenciar. O tom bem-humorado e a metáfora da cobra também abrem espaço para um duplo sentido sexual, característico do estilo irreverente de Mautner, mas sempre tratado com leveza e ironia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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