
Árvore da Vida
Jorge Mautner
Vivência e renovação em “Árvore da Vida” de Jorge Mautner
Em “Árvore da Vida”, Jorge Mautner destaca a importância da experiência direta em oposição ao conhecimento teórico. O refrão, “Cinza é toda a teoria, mas verde, meu amigo, é a cor da árvore da vida!”, inspirado em Goethe, resume essa ideia ao valorizar a vivência e a renovação. A "árvore da vida" funciona como símbolo de imortalidade, renovação e conexão entre o divino e o terreno, temas presentes em várias culturas e que, na canção, celebram a existência e a busca por sentido real.
A letra explora o desejo, o prazer e a busca pelo essencial, como nos versos “Procuro o predileto bem do bem querer / No obscuro objeto pra ser do prazer!”. Mautner aborda a dualidade entre o material e o espiritual, mostrando que a vida é feita de ciclos de desejo e satisfação, mas também de renascimentos: “A um desejo sempre se sucede um outro desejo / Assim como um beijo sempre pede um outro beijo!”. Ao citar “A carne é triste e eu já li todos os livros”, referência ao poema de Mallarmé, o artista expressa uma melancolia diante dos limites do conhecimento racional, mas logo contrapõe esse sentimento ao sugerir a escuta da “canção dos marinheiros”, símbolo de aventura e entrega ao fluxo da vida. Assim, a música convida a uma postura aberta à experiência, ao abraço e à renovação, refletindo a proposta inovadora de Mautner na MPB.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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