
Faustina
Jorge Veiga
Humor e crítica social em "Faustina" de Jorge Veiga
A música "Faustina", de Jorge Veiga, utiliza o humor para retratar o estereótipo da sogra indesejada, um tema recorrente no imaginário popular brasileiro. Logo no início, o verso “É minha sogra com as malas / Ela vem resolvida a morar no porão” mostra a chegada inesperada da sogra e o desconforto do narrador, que pensa em fugir da situação: “Decididamente vou morar sozinho”. O tom cômico se intensifica com a menção ao “sururu com o vizinho” e à sogra chamada de “jararaca”, termo popular para pessoas consideradas difíceis ou venenosas, reforçando o tom caricatural típico das músicas de Veiga.
A letra exagera nas situações para criar um clima de anedota, como ao dizer que o sogro “foi de maca pra assistência / Com o corpo todo retalhado à faca”, sugerindo de forma hiperbólica o perigo representado pela sogra. No desfecho, o narrador afirma que “não tem medo desta cara feia” e menciona pegar uma pistola, mas termina ironizando: “ela descansa e eu vou pra cadeia”, mostrando que, apesar das ameaças, quem se prejudica é ele mesmo. Essa inversão reforça o humor e a crítica social leve, marcas do estilo de Jorge Veiga, que satirizava situações cotidianas e figuras populares do Rio de Janeiro com irreverência e exagero.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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