
Canta Camarada
José Afonso
Resistência e coragem coletiva em “Canta Camarada” de José Afonso
“Canta Camarada”, de José Afonso, destaca-se por transformar uma melodia tradicional portuguesa em um poderoso símbolo de resistência política. Ao adaptar versos populares e substituir a letra original, José Afonso e Lopes-Graça reforçam o tom heroico da canção, conectando a tradição rural à luta contra a opressão do Estado Novo. O verso “Canta camarada canta, canta que ninguém te afronta” funciona como um chamado à expressão livre e à solidariedade, incentivando a coragem diante da repressão e refletindo o espírito dos movimentos oposicionistas da época.
A letra utiliza imagens diretas e marcantes, como “hei-de morrer de um tiro ou duma faca de ponta”, para mostrar a aceitação do risco e da morte como parte da luta. A repetição da ideia de morrer “na ponta de uma navalha” e o desejo de que “morra o homem na batalha” reforçam a determinação de não recuar diante do perigo, valorizando o sacrifício coletivo. Trechos como “Viva a malta e trema a terra, aqui ninguém arredou” celebram a união e a firmeza do grupo, enquanto “nem há-de tremer na Guerra, sendo um homem como eu sou” destaca a coragem individual como exemplo para todos. Assim, a música se consolida como um manifesto de resistência, usando a força da tradição popular para inspirar coragem e esperança em tempos difíceis.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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