
Velho Moinho
José Cid
Memórias e tempo no simbolismo de “Velho Moinho”
Em “Velho Moinho”, José Cid utiliza a imagem do moinho como uma metáfora central para o ciclo das memórias e do tempo. O moinho, com suas velas girando ao vento, representa como as lembranças de um amor passado continuam presentes na mente do narrador, movidas pelo "vento" do destino e das emoções. Esse símbolo reforça a ideia de que, assim como o moinho nunca para, as recordações desse amor também permanecem vivas, mesmo que estejam distantes no tempo.
A letra traz uma forte nostalgia ao destacar detalhes sensoriais, como “os teus cabelos a voar” e “o perfume de uma flor”, que transportam o narrador de volta a um momento marcante de sua vida. O verso “Foi o teu corpo que se fez / Mulher pela primeira vez” sugere uma experiência de iniciação amorosa, um rito de passagem que marcou profundamente ambos. O moinho é descrito como o único “testemunho” desse instante, reforçando a solidão da lembrança: “Só tu me viste quando abracei / Essa mulher que nunca mais eu encontrei”. O refrão enfatiza que certos momentos são únicos e irrepetíveis, e que o tempo, como o moinho, segue girando, trazendo consigo tanto o amor quanto a tristeza e o desengano, como em “O vento que os faz rodar / É o destino que nos traz / Amor tristeza e desenganos”. Assim, a canção transforma o moinho em um espaço de memória, onde o passado é revisitado com ternura e melancolia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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