Tradução gerada automaticamente

exibições de letras 344.765

Herencia Pa' Un Hijo Gaucho (Parte II)

José Larralde

Letra

Significado

Herança Para Um Filho Gaúcho (Parte II)

Herencia Pa' Un Hijo Gaucho (Parte II)

Se me permite me acalmarSi me permite templar
E não se mostra impaciente,y no se muestra impaciente,
Se me deixa me estabelecersi me deja que me asiente
E não me apressa a sair,y no me saca apurao,
Talvez que dentro do passadocapaz que dentro del pasao
Eu chegue até o presente.y me llego hasta el presente.
Nasci como todos nascemNací como nacen todos
Sangue da mesma cor.sangre del mismo color.
Nu como uma florDesnudo como una flor
Dói porque é o jeito.doledor porque es el modo.
Não tive mais confortoNo tuve más acomodo
Que meu jeito de dormir,que mi forma de dormir,
E foi que ao ir e viry fue que al ir y venir
Por caminhos do esquecimento,por caminos del olvido,
Descobri como que sem quererme entere como al descuido
O direito de viver.del derecho de vivir.
Das canções que cantei ontemDe coplas que ayer cante
Se disseram muitas coisas,se dijeron muchas cosas,
Algumas cheias de elogiosalgunas alabanciosas
Outras cheias de venenootras llenas de ponzoñas
Cada um tem suas mazelascada uno tiene sus roñas
Mas o dono as vê lindas.pero el dueño las ve hermosas.
Lembro de uma conversaRecuerdo en una matiada
Em uma reunião longaconversamos medio largo
E você sabe que de encomenday Usté sabe que de encargo
Não gosto de dizer nada.no me gusta decir nada.
O burro dá a patadaEl burro da la patada
Quando acha necessário.cuando lo cree necesario.
Sei que a muitos incomodaSé que a muchos les molesta
Que eu não fique caladoque no me quede callao
Entre o silêncio e o grito,entre el silencio y gritao,
Fico com quem grita.me quedo con el que grita.
Se a tropa é novinhaSi la tropilla es nuevita
Não use sino emperrado.no uses badajo trabao.
Não importa que alguém penseNo importa que alguno piense
Que me amonto em dizer,que me amontono en decir,
Só penso em seguir,tan sólo pienso en seguir,
Não quero ficar parado,no quiero estarme parao,
Tenho um caminho traçadotengo un camino trazao
E o seguirei até morrer.lo tranquiare hasta morir.
Nunca pense queNo vaya a pensar jamás
Porque é de graça respiro.que porque es gratis respiro.
Tem quem vive a suspirosHay quien vive a los suspiros
Ou eu não aprendi a suspirar.o yo no aprendí a suspirar.
Quando tenho que encherCuando tengo que llenar
Meus pulmões pra gritarmis pulmones pa´gritar
Não consigo segurarno los puedo asujetar
Nem tentei também.ni tampoco lo he intentao.
Prefiro morrer afogadoPrefiero morir ahogao
Que soltar o grito pra trás.que echar el grito pa´atrás.
E antes que se calemy enantes de que enmudezcan
As cordas do meu sentir,las cuerdas de mi sentir,
Eu gostaria de dizeryo le quisiera decir
Assim, como no passado,ansí, como a la pasada,
As somas de algumas subtraçõeslas sumas de unas restadas
E os pontos de algumas "i".y los puntos de unas "i".
E nunca se vá acreditarY jamás se vaya creer
Que grito pra estar na moda.que grito pa´estar de moda.
Todo bagual se acomodaTodo bagual se acomoda
Quando começa a chover,cuanto dentra a garugar,
Mas nunca o encontrarãopero jamás lo han de hallar
O pingo do meu sentiral pingo de mi sentir
Largando a dor na anca,echando al anca el sufrir,
Nem se escondendo da chuva.ni rajando al aguacero.
O que não aguenta meu couroLo que no aguante mi cuero
Até o osso vai se afundar.hasta el hueso se ha de hundir.
Enquanto você sacode o mateMientras Usté sacude el mate
E tira erva do pote,y saca yerba del tarro,
Eu vou fumar um cigarroyo voy a pitar un cigarro
Tanto quanto pra um descanso,tanto como pa´un descanso,
E esperar que essa fumaça mansay esperar que este humo manso
Me vá quebrando o carro.me vaya cuarteando el carro.
Em ocasiões passadasEn ocasiones pasadas
Quando eu soube trabalhar,cuando yo supe pionar,
Quantas vezes me pus a viajarsi me habré puesto a viajar
Misturado com a fumaça.entremezclao con el humo.
Por isso, por isso que quando fumoPor eso, por eso que cuando fumo
Me dá vontade de pensar.se me da por cavilar.
Quantas vezes ia ao trabalhoCuantas veces diba al pique
Pra ganhar o dia na lavoura,a jornalear en la arada,
Com a mala vaziacon la maleta pelada
Ou lá no tremo allá en el ferrocarril
Se eu não teria visto um Brasilsi habré jeteao un Brasil
Entre carretas de lastro.entre chatas de lastrada.
Andorinhas nos chamavamGolondrinas nos llamaban
Os peões de ocasião.a los peones de ocasión.
Andorinha ou pobre peãoGolondrina o pobre pión
Vem a ser a mesma coisa,viene a ser la misma cosa,
Com quinzenas preguiçosascon quincenas perezosas
Uma pá e um pisão.una pala y un pisón.
Em um canto a esperançaEn un confín la esperanza
E em outro a engenharia.y en otro la ingeniería.
Em um canto a brigaEn un confín la porfía
De fazer as coisas melhor,de hacer las cosas mejor,
E de vez em quando um senhory cada tanto un señor
Que chegava e suspendia.que llegaba y suspendía.
Pensei mais de uma vez:Yo pensé mas de una vez:
O senhor não tem culpa.El señor culpa no tiene.
Se à empresa não convémSi a la empresa no conviene
Ter peões efetivos.tener peones efectivos.
Mas em casa, o que digo?Pero en casa ,¿Yo que digo?
Quando o chifre vem pra nós.cuando el chifle se nos viene.
A barriga nunca entendeuLa panza nunca entendió
Que pro peão há diferença,que pa´l pión hay diferencia,
Mas entende a consciênciapero entiende la conciencia
E isso é triste, paisano;y eso es lo triste paisano;
A fome é um vermeel hambre es un gusano
Que faz perder a paciência.que hace perder la paciencia.
O ruim é quando um esqueceLo malo es cuando uno olvida
Estatuto, regra, lei.estatuto, regla, ley.
Tem quilates de boiTiene quilates de buey
Quem se aperta e não se queixa.el que se cincha y no se queja.
Toda coisa envelheceToda cosa se hace vieja
O tempo é tempo e é rei.el tiempo es tiempo y es rey.
De mecânico tambémDe mecánico también
Trabalhei como oficial,he trabajao de oficial,
Mas quando ia consertarpero cuando iba a arreglar
Me pagavam como peão,me pagaban como pión,
E como o chifre era piory como el chifle era pior
Tive que me aguentar.me las tuve que aguantar.
Um dia me irriteiUn día me les cabrié
E briguei com um chefe,y me pelié con un jefe,
E nesses jogos e manobrasy en esos tejes y manejes
Pra não complicar maisu pa´no embarrarla más
Tive que sairme las tuve que tomar
Com a cauda como um eixo.con la cola como un eje.
E voltei outra vez a nadaY guelta otra vez a nada
Buscando um triste emprego,buscando un triste conchabo,
Percorri todo o lugarme recorrí todo el pago
E na Estância "La Pelada"y en la Estancia "La Pelada"
Me contrataram pra lavrarme tomaron pa´la arada
E pra semear no arado.y pa´sembrar en lo arado.
Lembro como se visseRecuerdo como si viera
As linhas que ali cortei.las melgas que allí corté.
Se visse com que prazerSi viera con que placer
Desperdiçava a semente,desparramé la semilla,
E assim esperávamos a colheitay así esperamos la trilla
Com um talvez pra depois.con un tal vez por después.
Falam de pampa sem eco,Hablan de pampa sin eco,
Coisa que não conheci.cosa que no conocí.
Do pé de cabra que afundeiDe la barreta que hundí
Ficou o retumbar na cercaquedo el retumbe en el cerco
E até o bufido do porcoy hasta el bufido del puerco
Se faz um canto pra mim.se hace un canto para mí.
Talvez por sentir assimTal vez por sentirlo así
Faço poças no secohago charcos en lo seco
E falam de pampa sem ecoy hablan de pampa sin eco
Coisa que não conheci.cosa que no conocí.
Que lindo é se meter no chão,Ta´que lindo es meterse terrón adentro,
Como as nuvens entram na chuva.como dentran las nubes en aguacero.
Galopar as distâncias do pensamento,Galopiar las distancias del pensamiento,
Pela trilha quente do sulco aberto.por la huella caliente del surco abierto.
Chegar com o focinho pra cheirar o chão,Arrimarle el hocico pa´oler el suelo,
E sentir que a consciência entra.y sentir que se mete conciencia adentro.
Compreender que a vida não tem dono,Comprender que la vida no tiene dueño,
Porque vem do tempo de rosto limpo.porque viene del tiempo de limpio ceño.
Arranhar as costas dos pastosArañar las espaldas de los potreros
Vertendo jornadas de sonhos novos.verteriando jornadas de sueños nuevos.
Que lindo é se meter no chãoTa´que lindo es meterse terrón adentro
E regar com a chuva do próprio alento.y regar con la lluvia del propio aliento.
E pensar que não pude, por isso pensoY pensar que no pude, por eso pienso
Que não posso me enterrar com o silêncio.que no puedo enterrame con el silencio.
Se amadurecem os trigos, a alma floresceSi maduran los trigos florece el alma
E quem semeia apodrece e o dono canta.y el que siembra se pudre y el dueño canta.
A mentira é mentira, pra que negá-la,La mentira es mentira, pa´ que negarla,
Da cauda do porco não saem grãos.de la cola del chancho no salen chauchas.
As verdades abrangem muitoLa verdades verdades abarcan grande
E não têm patrões pra que as mandem.y no tienen patrones pa´que las manden.
A consciência do macho quando chutaLa conciencia del macho cuando patea
Se estraga por dentro sem que se veja.se averija de adentro sin que se vea.
Não se curam os bichos das feridasNo se curan los bichos de las heridas
Com caliostro aguado de vacas paridas,con caliostro aguachento e´vacas parida,
Nem te engordam conselhos por aliviantesni te engordan consejos por aliviantes
Com um prato bem cheio, você morre de fome.con un plato bien lleno, te morís de hambre.
Na mesa do pobre não haveria complexoEn la mesa del pobre no habría complejo
Se sobrasse bolacha, pra que conselho.si sobrara galleta, pa´que consejo.
Não se entendem razões por muito sensatas,No se entienden razones por muy sensatas,
Quando o frio te gela e andas descalço,cuando el frío te yela y andas en pata,
Nem se aquecem promessas de presentes,ni se abrigan promesas de regalones,
As promessas se nutrem dos afagos.las promesas se nutren de los sobones.
Que lindo é se meter no chão.Ta´que lindo es meterse terrón adentro.
Me tremem as mãos quando penso nissoSe me tiemblan las manos cuando lo pienso
Se me aperta na alma um soluço lentoSe me encalla en el alma un sollozo lerdo
Que lindo seria, chegar a velhota´que lindo sería, llegar a viejo
Pra servir de adubo com mais direito.pa´servirle de abono con más derecho.
Eu, eu que usei de palanque meus próprios sonhos,Yo, yo que use de palenque mis propios sueños,
Não concebo o esquecimento das memórias,no concibo el olvido de los recuerdos,
Nem também me enganar com o presenteni tampoco mañarme con el presente
Os que passam, meus outros vivem latentes.los que pasan mis otros vive latente.
Há memórias que choram e outras que cantam.Hay recuerdos que lloran y otros que cantan.
As que doem, me doem, as outras passam.Los que duelen, me duelen, los otros pasan.
As que passam, não passam por esquecidas,Los que pasan, no pasan por olvidaos,
Nem mesmo a morte pode calá-las.ni siquiera la muerte puede acallarlos.
Eu que usei de palanque meus próprios sonhosYo que use de palenque mis propios sueños
Aprendi que esquecendo não se vai longe.aprendí que olvidando no se va lejos.
Se me aperta na alma um soluço lento.Se me encalla en el alma un sollozo lerdo.
Que lindo seria chegar a velho,Ta´que lindo sería llegar a viejo,
Pra servir de adubo com mais direito.pa´servirle de abono con más derecho.
Desculpe que me fuiDisculpe que me le fui
Pra um lado, que nem eu pensava.pa´un lao, que ni yo pensaba.
Tudo começa e acabaTodo comienza y se acaba
Ou melhor dizendo se alonga,o mejor dicho se alarga,
E assim se estiva uma cargay así se estiba una carga
Que às vezes nem se sonhava.que a veces ni se soñaba.
Por isso vou tentarPor eso voy a tratar
Enganchar o ré menor,de enganchar el re menor,
E voltar ao que era antesy volver a lo anterior
Se a mente me ajudar.si es que la mente me ayuda.
Mude a cebaduraCámbiele la cebadura
E arrume outro tição.y arrímele otro tizón.
E assim andei um tempinhoY ansi anduve un tiempito
Gozando da vida,gozando de la vidurria,
Guisado de ovelha e a ânsia,guiso de oveja y la angurria,
De fazer hectares a jorrode hacer hectáreas a chorro
Mas quando veio a cobrançapero cuando vino el cobro
Começaram as penúrias.empezaron las penurias.
Do vale do capatazDel vale del capataz
Ao vale do encarregadoal vale del encargao
E ao povo com o recadoy al pueblo con el recao
Pra cobrar no escritóriopa´cobrar en la oficina
Depois o filho e a primadespués el hijo y la prima
E a nora do cunhado.y la nuera del cuñao.
Mais problemas que na escolaMas problemas que en la escuela
Pra cobrar dois pesos loucos,pa´cobrar dos pesos locos,
Tudo começa devagartodo comienza de a poco
Pra que um vá engrenando.pa´que uno vaya engranando.
Um fica pensandoUno se queda pensando
E o outro leva o pedaço.y el otro se lleva el toco.
Ah! Se soubesse a lei¡Ah! Si supiera la ley
As armadilhas do poderoso.la trampas del potentao.
As noites que passeiLas noches que me he pasao
A mate amargo e bolacha,a mate amargo y galleta,
Por não olhar na carapor no mirarle la jeta
Do encarregado.al oreja de encargao.
Se até parece mentiraSi hasta parece mentira
Que por um mísero aumentoque por un mísero ascenso
Quem ontem dormia entre lençóisel que ayer dormía entre lienzos
E te falava como irmãoy te hablaba como hermano
Apenas estende a mãotan solo estrecha tu mano
Pra ver se traz algo dentro.pa´ver si traes algo adentro.
Desde pequeno gosteiDende chico me gustó
De ser livre, pra que negar?ser libre, pa´que negarlo.
Não sei se poderei explicarNo sé si podré explicarlo
Mas tive coraçãopero tuve corazón
E chegada a ocasiãoy enllegada la ocasión
Jamais hesitei em dar.jamás titubie pa´darlo.
Isso sim, nunca cediEso sí, jamás cedí
Quando tive uma razão,cuando tuve una razón,
Pra tudo há explicaçãopa´todo hay explicación
E pra todo sentimento.y pa´todo sentimiento.
A verdade é o alimentoLa verdad es el alimento
Que a alma Deus nos dá.que al alma regala Dios.
Cada um sabe em seu íntimoCada uno sabe en su adentro
Quanto deve e quanto não.cuanto debe y cuanto no.
Cada um tem uma vozCada uno tiene una voz
Que cada um deve ouvirque cada uno ha de escucharla
E aquele que quiser apagá-lay aquel que quiera apagarla
Será escravo em seu interior.será esclavo en su interior.
Pra todo bem há um malPa´todo bien hay un mal
E pra todo mal um bem.y pa´todo mal un bien.
Cada um em cada umCada cual en cada quien
Coloca a mão, ou a tira.pone su mano,o la quita.
Todos na mesma reuniãoTodos en la misma cita
Nos vemos e não se veem.nos vemos y no se ven.
Por isso, deve ser talvez,Por eso, ha de ser tal vez,
Que o homem pensa e repensa.que el hombre piensa y repiensa.
Por isso é que não há quem vença,Por eso es que no hay quien venza,
O medo de nunca ser,el miedo de nunca ser,
Equivocado ao não verequivocao al no ver
Que toda luz é consciência.que toda luz es concencia.
Todo vivo ou todo mortoTodo vivo o todo muerto
Sem metades, tudo sou.sin mitades todo soy.
Todo amanheço em um hojeTodo amanezco en un hoy
E todo amanhecereiy todo amaneceré
Com um ontem e um depoiscon un ayer y un después
Que será pelo que dou.que será por lo que doy.
A noite me deu por noiteLa noche me dio por noche
E o dia me deu por dia,y el día me dio por día,
E me pus na brigay me puse en la porfía
Do que me toca dar.de lo que me toca dar.
Talvez por analisarTal vez por analizar
Compreendi quanto devia.comprendí cuanto debía.
Se o canto me deu seu cantoSi el canto me dio su canto
E o sol me brindou seu abrigo,y el sol me brindó su abrigo,
Se até o cachorro em seu latidosi hasta el perro en su ladrido
Me deu razão de que existo,me dio razón de que existo,
Tudo que andei e vitodo lo andado y lo visto
São coisas que vão comigo.son cosas que van conmigo.
Quanto te devo, meu Deus!¡Cuanto te debo mi Dios!
Quanto me deste ao me criar!¡Cuanto me diste al criarme!
E se um dia eu me cansary si un día he de cansarme
Será porque não entendi,será porque no entendí,
Porque o dia que nasciporque el día que nací
Outros morriam de fome.otros se morían de hambre.
Equilíbrio naturalEquilibrio natural
Dizem alguns que sabem.dicen algunos que saben.
Talvez quando esses acabarem,Tal vez cuando estos se acaben,
Nascem outros sabichõesnacerán otros sabiondos
Mas eu escarvo no fundopero yo escarbo en lo hondo
E não consigo me localizar.y no consigo ubicarme.
Não entendo porque há de haver,No entiendo porque ha de haber,
Tanta coisa que não entendo.tanta cosa que no entiendo.
Porque se vive sabendoPorque se vive sabiendo
Que nunca se há de saber.que nunca se ha de saber.
Profecia que ao nascerProfecía que al nacer
Se determina morrendo.se dictamina muriendo.
Estou vivo pros mortosEstoy vivo pa´los muertos
E pros vivos, não sei.y pa´los vivos , no sé.
Voo pro que anda a péVuelo pa´l que anda de a pie
E pro que voa me arrasto.y pa´l que vuela me arrastro.
Cada um em seu leitoCada cual en su camastro
Acalenta formas de ver.acuna formas de ver.
Diferenças da vidaDiferencias de la vida
Que o homem por ser criou.que el hombre por ser ha creao.
Uns olham pro lado,Unos miran pa´l costao,
Outros olham pra frente.otros miran pa´delante.
Pra trás segundo o jeitoPa´atrás según el talante
E alguns pra qualquer lado.y algunos pa´cualquier lao.
Em questões de olhar,En cuestiones de mirar,
Não se pode discutir.no se puede discutir.
Cada um tende a seguirCada uno tiende a seguir
Pra onde melhor lhe aprouverpa´donde mejor se le antoje
E assim se amplia ou se encolhey así se agranda o se encoge
Conforme as vê vir.asigún las ve venir.
E é mentira que o amigoY es mentira que el amigo
Se joga pelo amigo.se juega por el amigo.
Tudo começa comigoTodo comienza conmigo
E tudo termina em eu.y todo termina en yo.
Em toda satisfaçãoEn todas satisfaccion
O eu leva consigo.el yo se lleva consigo.
Se te ajudo é porque sintoSi te ayudo es porque siento
Necessidade de fazê-lonecesidad por hacerlo
E se me nego a crery si me niego a creerlo
É por vontade de não crer,es por ganas de no creer,
E segundo meu parecer possoy asigún mi parecer puedo
Ou não posso entender.o no puedo entenderlo.
Muito tempo me custou,Mucho tiempo me ha costao,
Entrar onde entra o tempodentrar donde dentra el tiempo
E faz tempo que sei,y hace rato estoy sabiendo,
Que entrei por projeçãoque dentre por proyección
Ao me transformar em embriãoal transformarme en embrión
Entrei por fora e por dentro.dentre por fuera y por dentro.
Por fora pra quem vêPor fuera pa´los que ven
Por dentro pra quem sente.pa´dentro pa´los que sienten.
Por fora pra quem encontraPor fuera pa´los que encuentren
Na matéria sua verdade,en materia su verdad,
Por dentro na eternidadepor dentro en la eternidad
E na luz mais reluzente.y en la luz mas refulgente.
Não se esquecerá jamaisNo se olvidará jamás
A alma dos meus lamentosel alma de mis lamentos
Que vim ao mundo por dentroque vine al mundo por dentro
E por dentro floresci.y por dentro florecí.
Talvez por sentir assimTal vez por sentirlo así
Me abracei ao sofrimento.me albergue en el sufrimiento.
No leito da vidaEn el cauce de la vida
Fui apenas uma tilápiafui apenas una mojarra
Que em cada erva se agarraque en cada yuyo se agarra
Pra evitar o redemoinho,pa´evitar el remolino,
Mas em remanso destinopero en remanso destino
O bagre faz a festa.el bagre se hace la farra.
Fui noiteiro, um mancarrãoFui nochero, un mancarrón
E frete pras corridas.y flete pa´las carreras.
Fui maceta em pisadeiraFui maceta en pisadera
E ladero pra carroçay ladero pa´la chata
E em vez de roupas de prata,y en vez de pilchas de plata,
Tive bolsa na coxilha.tuve bolsa en la lomera.
Uma vez, nem sei porquê,Una vez, ni sé porqué,
A tristeza se aproximou.se me arrimó la tristeza.
Talvez por pura grandezaTal vez por pura grandeza
De poder sentir o alheiode poder sentir lo ajeno
Me dei conta do quanto de bomme enteré cuanto de bueno
Encerrava minha pobreza.encerraba mi pobreza.
No contínuo segredoEn el continuo secreto
Que me presenteia a vida,que me regala la vida,
Encontrei tantas feridasencontré tantas heridas
E tantas curas achei,y tantas curas hallé,
Que sem querer as mistureique sin querer los mezclé
E até cheguei a amaldiçoá-las.y hasta llegué a maldecirlas.
Vida errante a do nada,Vida errante la del nada,
Vida triste a do tudo.vida triste la del todo.
Vida cheia de modosVida colmada de modos
Incertos e verdadeiros.inciertos y verdaderos.
Touros fortes e cordeirosToros fuertes y corderos
Juntos no matadouro.juntos en el matadero.
Descansado vive o bemDescansado vive el bien
Pois tem pouco trabalho,pues tiene poco trabajo,
Desconsidera o desparpajodesentiende el desparpajo
Que ensina rivalidade.que ensaña rivalidad.
Todo bem nasceu de um malTodo bien nació de un mal
E o mal de um bem a destajo,y el mal de un bien a destajo,
E o ego que não vê naday el ego que no ve nada
Porque sempre está ocupado,porque siempre está ocupao,
Deixa que cresça o pecadodeja que crezca el pecao
Total, a bosta está feita,total la bosta está hecha,
Vai ter boa colheitava tener buena cosecha
Quem classificar finados.quien clasifique finaos.


Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de José Larralde e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção