Elvira Escuta
José Marcelo de Andrade
Romantismo e sofrimento amoroso em “Elvira Escuta”
Em “Elvira Escuta”, José Marcelo de Andrade explora o universo das modinhas brasileiras, marcado por romantismo intenso e melancolia. O pedido insistente do narrador — “Não sejas traidora, tem dó de mim, tem dó dest'alma que te sabe amar” — revela não só uma súplica apaixonada, mas também o medo de ser abandonado, sentimento comum nesse gênero musical. A metáfora “Teu coração é um rochedo, este rochedo é meu penar” destaca a frieza de Elvira e transforma o sofrimento do narrador em algo constante e inabalável, reforçando a ideia de dor amorosa profunda.
O ambiente da canção remete às tradicionais serenatas, evidenciado pelo verso “Sobe a escada, vem devagar, Elvira dorme, pode acordar”. Aqui, o amante se aproxima de forma discreta, típico das declarações noturnas das modinhas, tentando não perturbar, mas desejando ser ouvido. A devoção do narrador atinge o auge em “Ainda mesmo depois de morta, as tuas faces eu irei beijar”, mostrando um amor que ultrapassa a vida e idealiza a amada. Assim, a música sintetiza o romantismo exagerado e o sofrimento amoroso, características centrais das modinhas, transformando a dor em expressão artística e sincera dos sentimentos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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