
Eu Vim de Longe
José Mário Branco
Memória e esperança em "Eu Vim de Longe" de José Mário Branco
Em "Eu Vim de Longe", José Mário Branco utiliza imagens como "viola numa mão" e "flor vermelha noutra mão" para mostrar a ligação entre arte e luta política, destacando como ambas são ferramentas essenciais para a transformação social. O verso "Foi um sonho mau que já passou" faz referência ao fim da ditadura em abril de 1974, enquanto "Foi um sonho lindo que acabou" aponta para a desilusão após o golpe de novembro de 1975, que encerrou o período revolucionário em Portugal. Essas referências, confirmadas pelo próprio artista, transformam a música em um relato pessoal e coletivo das esperanças e frustrações vividas durante a Revolução dos Cravos e o PREC.
O refrão repetido, "Eu vim de longe, de muito longe / O que eu andei pra aqui chegar", reforça a ideia de uma longa jornada de luta e sacrifício, tanto individual quanto coletiva, em busca de liberdade. O contraste entre "tanta esperança andar à solta" e, depois, "tanta mentira andar à solta" e "tanta raiva andar à solta" mostra as mudanças de sentimento ao longo do tempo, refletindo o clima político e social da época. Ao revisitar esse período de grandes transformações, a canção mantém viva a esperança de que o "lindo sonho" da liberdade pode ser vivido novamente, desde que haja vontade coletiva: "É um lindo sonho para viver / Quando toda a gente assim quiser". Assim, "Eu Vim de Longe" se destaca como um hino à persistência, à memória e à crença em dias melhores, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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