
Mariazinha
José Mário Branco
Vulnerabilidade e exclusão social em “Mariazinha” de José Mário Branco
Em “Mariazinha”, José Mário Branco constrói uma narrativa sensível sobre a vulnerabilidade diante das injustiças sociais. A personagem-título, descrita como “tão pequenina, sem saber que pensar”, representa a inocência e a impotência de quem enfrenta adversidades desde cedo. O mar, elemento central na canção, simboliza tanto a esperança quanto o perigo e a resignação. Quando a letra diz “já se perde da esperança do mundo, a afundar, a afundar”, fica claro que Mariazinha vê suas expectativas se dissiparem, refletindo um sentimento de abandono e exclusão social.
Lançada em 1971, a música está inserida em um contexto de crítica à pobreza, opressão e exploração, temas recorrentes na obra de José Mário Branco. A melancolia de versos como “tão quietinha, a chorar, a chorar” e “uma fonte de sangue no peito” evidencia o sofrimento silencioso da protagonista, que carrega dores profundas sem encontrar saída. A imagem final, “com rendas de algas tapada / tão quietinha / no fundo do mar pousada”, sugere uma morte simbólica ou desaparecimento, em que Mariazinha se torna parte do próprio mar, representando as vidas invisibilizadas pela sociedade. A permanência da canção no repertório português e sua reinterpretação por JP Simões em 2024 mostram como essas questões seguem atuais, tornando “Mariazinha” um retrato atemporal da fragilidade humana diante das desigualdades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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