Obnoxious
José Mauro
Violência e resistência histórica em "Obnoxious" de José Mauro
Em "Obnoxious", José Mauro utiliza repetições como “conga caco corpo”, “queda quebra grito” e “corpo cruz caída” para criar uma atmosfera marcada por violência física e psicológica. Esses versos se distanciam do tom festivo comum na música brasileira dos anos 1970 e refletem o clima de repressão vivido durante a ditadura militar. Expressões como “zuni cipoada” e “chispa chicotada” reforçam a ideia de castigo e opressão, remetendo diretamente à brutalidade do período e ao sofrimento imposto pelo regime.
A referência ao “Pelourinho” e à “praça central” traz um peso simbólico importante, já que o Pelourinho era o local onde pessoas escravizadas eram punidas publicamente. Isso conecta a letra à herança de violência estrutural e à crítica social presente na música. A repetição da palavra “trabalhar” ao final de cada estrofe sugere uma rotina exaustiva e desumanizadora, em que o sofrimento é naturalizado. Ao afirmar “você e o desespero lutam sozinhos”, a canção evidencia o isolamento diante da opressão, enquanto “longe gritos vão rolar e nos vão gritar” aponta para um sofrimento coletivo, porém silenciado. Assim, "Obnoxious" constrói uma narrativa de resistência silenciosa e denúncia, usando metáforas de dor e trabalho forçado para criticar tanto a repressão política quanto as injustiças sociais históricas do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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