
Pérolas Aos Poucos
José Miguel Wisnik
Reflexão sobre entrega e impermanência em “Pérolas Aos Poucos”
Em “Pérolas Aos Poucos”, José Miguel Wisnik explora a ideia de oferecer algo valioso ao mundo sem esperar reconhecimento ou retorno. A imagem central de "jogar pérolas aos poucos ao mar" simboliza a entrega generosa de sentimentos, sonhos ou amor, mesmo diante da possibilidade de não serem valorizados. Nos versos “Eu jogo pérolas pro céu / Pra quem pra você pra ninguém / Que vão cair na lama de onde vêm”, Wisnik reforça que, ao compartilhar o que é precioso, existe o risco de desperdício, mas o ato de doar-se ainda assim tem valor.
A música também fala sobre desapego e aceitação da incerteza. Em “Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar / E o cego amor entrego ao deus dará”, o artista mostra que abrir mão do controle e aceitar o acaso faz parte da experiência humana. Elementos naturais como “Grão de areia”, “O sol se desfaz na concha escura”, “Lua cheia” e “Maré cheia” ampliam a sensação de transitoriedade, mostrando que tudo está em constante transformação. No final, Wisnik sugere que, mesmo na escuridão ou no acaso, é possível encontrar beleza inesperada, como em “E até no breu reconhecer / A flor que o acaso nos dá”. Assim, a canção propõe uma reflexão sobre a generosidade de se doar, a aceitação do incerto e a beleza que pode surgir do imprevisível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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