
A Ordem Natural das Coisas
Jota.pê
A rotina e a beleza cotidiana em “A Ordem Natural das Coisas”
Em “A Ordem Natural das Coisas”, Jota.pê reinterpreta a canção de Emicida destacando a importância dos pequenos gestos e rotinas que sustentam a vida na cidade. O verso “o Sol só vem depois” mostra que, antes mesmo do amanhecer, a cidade já está viva com trabalhadores, mães e crianças em movimento. A música valoriza figuras como Dona Maria, a merendeira, e até a aranha tecendo sua teia, ressaltando que o funcionamento do mundo depende do esforço silencioso de pessoas comuns e dos ciclos da natureza, muitas vezes invisíveis no dia a dia.
A letra apresenta cenas matinais como o latir dos cães, o cantar dos galos e o cuidado das mães, criando um retrato sensível da rotina urbana. Ao citar “Na São Paulo das manhã que tem lá seus Vietnã”, a música reconhece as dificuldades enfrentadas diariamente, mas também aponta para a esperança e renovação, simbolizadas pelo feijão germinando no algodão e pelo orvalho, descrito como “o pranto dessas planta no sereno”. A imagem das nuvens “que se vestem de cabelo crespo, ancião” e fingem ser neblina para “ver o amor dos dois mundos” conecta o cotidiano à ancestralidade e à diversidade, trazendo um olhar poético para o céu e para a vida. Ao repetir cenas como a rotina da merendeira e do ônibus, a canção reforça a ideia de continuidade, mostrando que, apesar das dificuldades, a vida segue seu curso natural, e a beleza está nos detalhes simples do dia a dia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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