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Estrela da Manhã

Jotapê

Resistência e esperança em "Estrela da Manhã" de Jotapê

Em "Estrela da Manhã", Jotapê faz uma ligação direta entre a luta histórica de Carlos Marighella e a resistência vivida hoje nas periferias. Logo no início, ao dizer “todos aqui se sentem Carlos Marighella”, o artista homenageia o símbolo da resistência à ditadura militar e sugere que a juventude periférica se reconhece como herdeira dessa luta. A letra destaca a repressão do Estado, como em “não permite que livros entram na favela” e “tá zero preocupado em acabar com a guerra”, apontando para a negligência e violência policial: “a farda mata e não sente nada / Mata inocente e nada que eu disser muda o problema”.

Além da crítica social, a música fala sobre superação e força coletiva. Jotapê compartilha sua trajetória, desde as batalhas de rima até o reconhecimento no rap nacional. O verso “Eu já imaginei eu rimando tantas vezes nisso... que hoje eu rimando nisso eu nem acredito” mostra a realização de um sonho antes distante, reforçando a importância da perseverança. Metáforas como “minhas espadas são rimas, esse é o Z de Zoro, Z de Zika” e “minha caneta é o Maguila” associam a palavra à luta, mostrando que a arte é sua principal arma contra a opressão. O tom direto e confessional da letra, junto com relatos pessoais e perdas, constrói uma narrativa de resistência, orgulho e esperança diante das injustiças enfrentadas diariamente nas comunidades.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Luis. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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