
33, Destino Dom Pedro II
Jovelina Pérola Negra
Cotidiano e resistência em “33, Destino Dom Pedro II”
A música “33, Destino Dom Pedro II”, de Jovelina Pérola Negra, retrata o cotidiano dos trabalhadores suburbanos do Rio de Janeiro que dependem do trem para chegar ao trabalho. Jovelina destaca personagens como vendedores, cartomantes e repentistas, mostrando como o trem se transforma em um espaço de convivência, criatividade e resistência diante das dificuldades diárias. O verso “Batucando na marmita pra não ver o tempo passar” mostra como os passageiros buscam pequenas alegrias e distrações para enfrentar a rotina cansativa. Já a menção ao “jogo de ronda, de damas e reis” reforça o trem como um ambiente onde diferentes histórias e talentos se cruzam, criando um microcosmo cultural.
A letra também faz uma crítica social ao expor as dificuldades enfrentadas por quem depende do transporte público, como o desconforto dos trens lotados, atrasos e a pressão para chegar no horário ao trabalho. Jovelina evidencia a falta de empatia dos patrões, que “diz que mora logo ali, mas é porque não anda nesse trem lotado”. O contexto histórico da inflação e da busca por melhores condições de vida aparece como pano de fundo, refletindo a própria trajetória da artista, que viveu a realidade dos subúrbios cariocas. Ao citar lugares como Japerí e situações como “andar de pingente no trem” (viajar pendurado do lado de fora por falta de espaço), a canção valoriza a resiliência dos passageiros e a capacidade de transformar dificuldades em poesia e solidariedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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