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Flores Mortas

Jovens Ateus

Desilusão e memórias persistentes em “Flores Mortas”

Em “Flores Mortas”, da banda Jovens Ateus, a repetição do verso “Somos flores mortas” destaca o sentimento de estagnação e pessimismo que domina a música. Essa imagem funciona como uma metáfora para relações e sentimentos que perderam a vitalidade, mostrando que, mesmo com lembranças presentes — como em “suas roupas no chão” e “ouço a sua voz” —, não há mais espaço para renovação, como fica claro em “Nada vai florescer”.

A letra mergulha na melancolia das lembranças e na dificuldade de seguir em frente após o fim de um relacionamento. O trecho “Aceito insônias dentro de mim / Exceto as direções que me levam ao fim” sugere uma aceitação do sofrimento, mas também uma resistência em se entregar totalmente ao desespero. A menção a “raízes vivas” que “tendem aos poucos a crescer” indica que, apesar de algum potencial para recomeço, o desencanto ainda prevalece. A sonoridade inspirada no pós-punk do leste europeu, com distorções e clima garageiro, reforça a sensação de desilusão e imobilidade, tornando “Flores Mortas” um retrato sincero da efemeridade das relações e do peso das memórias que permanecem.

Composição: João Manoel Vieira. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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