
either on or off the drugs
JPEGMAFIA
Busca, vício e performance em “either on or off the drugs”
Em “either on or off the drugs” (com ou sem drogas), JPEGMAFIA funde a procura por alguém com a busca por lucidez: o “her” do refrão — “I’m lookin’ for her” (estou procurando por ela) — pode ser uma mulher, a sobriedade, o alívio ou o próprio barato. O sample gerado por IA de “Turn On the Lights” (acenda as luzes), de Future, injeta clima de balada romântica num relato de dependência e performance, reforçando a ambiguidade do alvo. A frase-mantra “either on or off the drugs” (com ou sem drogas) marca a oscilação sem heroísmo. Em qualquer estado, a energia segue alta — “Tony powderin’ his nose” (Tony cheirando pó), alusão a Tony Montana, de Scarface — e o beat glitchy, cru e pulsante espelha esse caos controlado. A luta vira esporte de contato: “boxin’ with the drugs, I got a good chin like James Toney” (lutando boxe com as drogas, tenho queixo bom como James Toney). O trocadilho “she deserves a Tony” (ela merece um Tony) expõe relações performáticas, enquanto “K hole or buzz?” (K-hole ou brisa?) abre a chave clínica; não há “atonement” (redenção).
Entre desabafos e flex, ele mapeia o entorno mental: “Ain’t no happy house / the streets in my mind is filled with demons” (não existe casa feliz / as ruas na minha mente estão cheias de demônios), ruído que insiste “every season” (toda temporada). A sequência “the first one / the second one” (a primeira / a segunda) soa como inventário de fases e relações, onde criação e vida se misturam. “Michael Jackson, I’m dancin’ in the mirror” (Michael Jackson, estou dançando no espelho) sinaliza autocontrole. “Warriors, I’m CP3” (Warriors, eu sou o CP3) ambienta a competição; “we don’t take EBT” (não aceitamos EBT) rejeita migalhas como status; e “No C notes, hunnid K Tweets” (sem notas de cem, cem mil tweets) fere a economia da atenção. A pose cede em “Gotta pray my son/daughter won’t be this weak” (tenho que rezar para que meu filho/minha filha não seja tão fraco[a]), enquanto o talk-shit final mantém a tensão entre cuidado e violência — “I keep the Kimber” (eu carrego a Kimber) — e relações que viram custo, “pussy and stress” (sexo e estresse). No fim, o sample insiste: “Turn on the lights” (acenda as luzes), e a procura continua: amor, lucidez ou o próximo pico — o vício é a busca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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