
Presidente Bossa Nova
Juca Chaves
Ironia política e modernidade em "Presidente Bossa Nova"
"Presidente Bossa Nova", de Juca Chaves, faz uma crítica bem-humorada ao governo de Juscelino Kubitschek, destacando tanto seu carisma quanto a leveza com que conduzia a presidência. Ao dizer “bossa nova mesmo é ser presidente / desta terra descoberta por Cabral”, o artista sugere que, para governar o Brasil, bastaria ser “simpático, risonho, original”. Essa frase ironiza o estilo descontraído de JK, que era admirado por sua proximidade com o povo, mas também criticado por não se aprofundar nos problemas do país.
A música faz referência às constantes viagens de JK entre o Rio de Janeiro, chamado de “Velhacap” (antiga capital), e Brasília, ironizando o privilégio de “voar da Velhacap pra Brasília, ver a alvorada e voar de volta ao Rio”. “Alvorada” aqui remete ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O verso “mandar parente a jato pro dentista, almoçar com tenista campeão” satiriza o uso das regalias do cargo, enquanto as “aulinhas de violão” com Dilermando Reis, famoso violonista e amigo de JK, reforçam o tom de deboche sobre o lado artístico e exclusivo do presidente. Ao repetir “bossa nova, muito nova, nova mesmo, ultra nova!”, Juca Chaves ironiza o discurso de modernização do governo, sugerindo que a verdadeira novidade estava mais no estilo de vida do presidente do que em mudanças reais para o país.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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