
Odoya
Juçara Marçal
Ritualidade e ancestralidade em “Odoya” de Juçara Marçal
Juçara Marçal inicia o álbum "Encarnado" com "Odoya" como uma homenagem direta à ancestralidade e à espiritualidade afro-brasileira, especialmente à Iemanjá, orixá das águas. A escolha de expressões em iorubá, como “Yia omo ejá” (mãe cujos filhos são peixes) e “Agô, Yabá” (abençoa, mãe rainha), reforça a ligação com as tradições do candomblé e da umbanda, além de expressar um pedido de proteção e bênção à figura materna divina. A saudação "Odoyá", repetida ao longo da música, é tradicionalmente usada em rituais para Iemanjá, criando um clima de devoção e acolhimento.
O contexto do álbum, que aborda temas como maternidade e morte, amplia o significado da faixa. Ao saudar Iemanjá, Juçara Marçal evoca não só a mãe dos peixes, mas também a ideia de origem, cuidado e passagem, já que as águas representam tanto o nascimento quanto o retorno ao sagrado. A letra, composta por poucas palavras, transmite uma emoção serena e profunda, refletindo a relação íntima entre música e espiritualidade que a artista já destacou em entrevistas. Dessa forma, "Odoya" serve como um portal de respeito e conexão com o sagrado feminino, preparando o ouvinte para os temas existenciais do álbum.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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