
Velho Amarelo
Juçara Marçal
Reflexão sobre finitude e dignidade em “Velho Amarelo”
Em “Velho Amarelo”, Juçara Marçal apresenta um personagem marcado por traumas e experiências difíceis, simbolizado na imagem do “velho amarelo com três guerras no peito”. Essa expressão sugere alguém fragilizado tanto pelo tempo quanto por conflitos vividos, internos e externos. O termo “amarelo” pode remeter à palidez da doença ou ao desgaste físico, reforçando a ideia de vulnerabilidade e decadência. O clima do álbum “Encarnado” e a dramaticidade da faixa ampliam essa sensação de finitude, colocando o ouvinte diante de uma reflexão sobre morte e sofrimento logo no início do disco.
A letra equilibra a recusa em aceitar a morte imediata — “Não diga que estamos morrendo / Hoje não” — com o desejo de um fim digno: “Quero morrer num dia breve / Quero morrer num dia azul / Quero morrer na América do Sul”. O personagem não se resigna passivamente, mas busca um encerramento que tenha beleza ou significado, como morrer em um “dia azul” ou em sua terra natal. O pedido para que a “menina dos meus olhos” penetre “entre os olhos” e a afirmação de que “não há piedade, é só o fim” reforçam a aceitação do término inevitável, mas com dignidade. Assim, “Velho Amarelo” se constrói como uma meditação sobre a dignidade diante da morte, a memória das batalhas vividas e a esperança de um desfecho que respeite a intensidade da existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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