
Corvo Na Névoa
Juliana Hoffmann Liska
Lugar de almas caladas
Sentadas em círculos tortos
Sentindo a força que passa
Quase segredo no corpo
Vontades veladas, tremendo
Num fio de medo e desejo
Amor jurado à condena
Sangrando lento em silêncio
A névoa cobre os nomes
Apaga rastro e razão
Mas dentro dos meus olhos
Arde essa maldição
Corvo na névoa
Cortando o céu que não tem fim
Traz na asa esse pecado
Que me prende até o fim de mim
Corvo na névoa
Guarda o beijo que eu não dei
Cruza mares infinitos
Pra lembrar do que matei
Teu rosto em formas difusas
Dançando em véus de brancura
Proibido tocar tua pele
Jurado à própria ruptura
A morte sentada à janela
Contando passos ao redor
Mas é na curva da tua boca
Que eu perco o medo da dor
A névoa mente pra todos
Diz que o tempo apagou
Mas cada gota de sombra
Repete o que restou
Corvo na névoa
Cortando o céu que não tem fim
Traz na asa esse pecado
Que me prende até o fim de mim
Corvo na névoa
Guarda o beijo que eu não dei
Cruza mares infinitos
Pra lembrar do que matei
E se eu seguir teu voo
Até perder o chão
Será que encontro abrigo
Ou outra maldição?
Se o mar levar meu nome
E a bruma o teu, também
Talvez nesse vazio
A gente exista em alguém (hey)
Corvo na névoa
Cortando o céu que não tem fim
Traz na asa esse pecado
Que me prende até o fim de mim
Corvo na névoa
Guarda o beijo que eu não dei
Cruza mares infinitos
Pra lembrar do que matei



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